Saudações mais uma vez aos amigos e leitores do blog Troll's Tale!
Primeiramente vim agradecer pessoalmente todo o apoio que têm me dado com a publicação dos contos... especialmente a excelente aceitação da série "Contos da Metrópole" que mesmo tendoaparecido de "surpresa", agradou bastante os leitores pelas raízes Lovecraftianas inspiradas nos dois contos. Aproveitando também pra esclarecer as chuvas de dúvidas que todos me questionaram (resolvi enumerá-las):
1) Os locais e histórias apresentados nos Contos da Metrópole são baseados em fatos reais?
Resp: As histórias são fictícias, acabei utilizando vivências do cotidiano de São Paulo e joguei um "misticismo" em cima de fatos curiososque presenciei para escrevê-las em meutempo livre. Quanto aos lugares... estes SÃO REAIS! Tanto o livro "demoníaco" e o sebo da Rua Teodoro Sampaio citados em "O livro maldito", quanto o local estranho com as árvores com caveiras desenhadas e estranhas frases na Avenida 23 de Maio citado em "A Cidade dos porcos" realmente SÃO REAIS. Caso tenham curiosidade procurem os sebos na Rua Teodoro Sampaio na altura da Rua Capote Valente (se eu não me engano!) ou nas caveiras pintadas nas árvores na Av. 23 de Maio entre o Centro Cultural Vergueiro e a Praça João Mendes... está tudo lá.. podem conferir! (risos)
2) Você teve realmente algum desmaio ou mal súbito quando se deparou com as caveiras e a mensagem estranha na Av. 23 de Maio?
Resp: Na verdade não. Realmente TODOS passavam mal naquele ônibuslotado em horário de verão às 18h da tarde! Apenas utilizei o momento de estress e misturei propositalmente com um motivo "do além" para escrever o conto...
3) O livro "maldito" citado na história é real?
Resp: Por mais bizarro que seja.. O LIVRO É REAL! Num sebo da Rua Teodoro Sampaio encontrei um livro chamado "O Senhor das Sombras" do escritor "A.C. Casabranca" (Editora Eco). Na contracapa do livro, o mesmo afirma que "A.C. Casabranca" é um pseudônimo de um autor que se "sabe muito pouco", e que seria suportamente o Capeta(?!). O livro é meio filosófico e cita as falhas humanas do dia-a-dia... nada de mais... Eu como sou extremamente cético não acredito nesta informação. Creio que o autor se vantajou desde meio pra vender mais títulos... Ah sim! E eu não fui atropelado por comprar o livro! (risos)
4) Virão outros contos da série "Contos da Metrópole"?
Resp: Sim, com certeza! Os resultados têm sido positivos e todos têm gostado! Só basta a inspiração vir!
Mais uma vez obrigado a todos os que postam (e mesmo os que lêem e não postam!) pelos feeds do site!
Um forte abraço a todos!
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
Perguntas e respostas sobre "Contos da Metrópole"
quinta-feira, 19 de julho de 2007
Contos da Metrópole: Parte II - O livro maldito
Eu tinha alguns minutos ainda de horário de almoço quando resolvi andar um pouco para fazer a digestão. O clima de inverno estava persistente nessa semana de julho, aonde pessoas corriam apressadas com seus cachecóis. Aproveitei a temperatura amena para vasculhar alguns sebos antigos na Rua Teodoro Sampaio.
Apesar das dezenas de sebos acabei escolhendo o que me pareceu maior e com mais títulos. Aos poucos fui fitando os livros promocionais que enchiam as prateleiras e o chão da antiga loja, muitos inclusive comidos por traças ou cheios de pó – o que atiçou minha renite alérgica.
Havia centenas de títulos com capas estranhas de autores que apesar de minha erudição e conhecimento, nunca ouvi falar antes.
Eu acredito que a capa faz muito do livro, principalmente quando não se conhece nada sobre o que está escrito nesses volumes esquisitos!
Os vendedores tinham uma aparência estranha, como se uma mistura de nervosismo e curiosidade inquietavam quem estivesse procurando dentre os volumes esquecidos e amarelados pelo tempo.
Em meio uma prateleira oculta no labirinto de estantes, eu o vi.
Aquele volume de capa lilás tinha de certo modo me chamado a atenção como se um imã me fizesse achá-lo escondido ao meio de outras obras. Ele trazia um nome estranho de escritor, como se um pseudônimo se escondesse algo muito grande para ser revelado.
Ao pegar o livro em minhas mãos senti uma estranha náusea que me tomou por inteiro. Desde um frio na espinha até uma tontura pesada que parecia coordenar meus movimentos me fixou de uma maneira impressionante.
A capa do livro era o desenho de uma criatura meia dracônica e meia humana, desenhada em formato mosaico, deixando duvidosa a sua intenção final. O cheiro de páginas velhas era enlouquecedor e a tontura parecia tomar cada vez mais minha consciência sã.
Folheei algumas páginas do volume e vi textos e gravuras que pareciam impregnar em minha mente com combinações de palavras que não faziam sentindo, mas não me deixavam soltar o livro e ir embora. Havia algo naquelas letras que trazia o infernal à realidade, um relato que jamais poderia ter sido escrito por mãos humanas – sãs ou insanas. Era como se o próprio Senhor das Trevas ou algum deus antigo do obscuro houvesse escrito aquilo tudo.
Quanto mais tentava ignorar, mais minha curiosidade instigava e fazia com que eu mergulhasse num mundo que de certo modo sabia que não poderia voltar. Vozes na minha cabeça como algum tipo de coro de monges tibetanos latejavam por todos os centímetros cúbicos do meu cérebro.
Em consciência, já não me lembro de mais nada. Lembro-me apenas de ter pago o livro e saído com ele debaixo do braço, andando como um “golem” sem alma pelas ruas sem prestar atenção no movimento enfurecido do trânsito...
Minha mente já estava tomada pelo maligno por absoluto, e meus ouvidos se taparam para a realidade... Foi quando um ônibus que vinha em farol aberto me acertou em cheio me tirando o último suspiro de sanidade e de vida.
As duas últimas coisas me lembro é do motorista gritando com os curiosos que tentavam ajudar dizendo que a buzina e os freios misteriosamente não funcionaram, e do garoto que surgiu dentre a multidão que fitava arregalada mente os olhos para o livro de capa lilás que acabara de cair de minhas mãos ensangüentadas...
quinta-feira, 12 de julho de 2007
Pensamento: A Balada do Cárcere de Reading (de Oscar Wilde)
Oscar Wilde foi um libriano firmeza que viveu há pouco mais de um século atrás. Sua vida foi conturbada e ele terminou morrendo no esquecimento pelos preconceitos da época. Mas sem dúvidas sua contribuição para a literatura mundial é indiscutível!
Para a obra dele, refretimos nosso pensamento
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Não sei se são retas as Leis,
Não sei se as Leis são injustas,
Neste cárcere, o que sabemos
É que a parede é robusta,
E que os dias são como anos,
E os anos são como lustros.
Mas isto sei: que toda a Lei
Que um Homem a outro deu,
Desde o crime contra Abel
Quando este mundo nasceu,
Só esgarça o trigo; deixa a espiga,
Com crivo que crispa o céu.
- OSCAR WILDE. Trecho de "A Balada do Cárcere de Reading" (p.171)
Conjurado por
templariosp
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14:12
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Hail(s)!
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