Escrito pouco tempo tempo depois de "O Conto de St.Clair", é um ensaio bem interessante sobre o primeiro grão mestre Hugues de Payns e da fase da Ordem dos Templários que há muitos poucos relatos, englobando sua formação entre 1119 e 1128. Nesta época os cavaleiros haviam ganho o Templo de Salomão do rei Balduíno II como prova de aliança e necessidade que o rei tinha em mantem cavaleiros para proteger a Terra Santa. Os anos que se levaram, não se sabe historicamente o que teriam feito os templários neste local, porém fontes imprecisas ou gnósticas citam que eles teriam efetuado secretamente escavações no local do antigo templo, e encontrado o tesouro perdido do Rei Salomão, o que mudaria para sempre o sentido da Ordem.
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"O grão-mestre Hugues de Payns era um homem curioso. Parecia que tudo a sua volta o atraía como um poderoso ímã. Talvez entendesse muito pouco sobre seus objetivos, mas o que tudo indicava ele era mais sábio do que a sua aparência podia refletir.
Dizem que ele havia participado da Primeira Cruzada, quando Pedro, O Eremita ainda unia os camponeses contra o Crescente, outros dizem que era mais um daqueles nobres europeus que cansaram de sua vida monótona em seus palacetes e feudos e resolveram dar um pouco de “ação” em suas vidas e se aventuraram nas Terras do Leste.
Alguns templários me contaram que assim que a Ordem foi oficialmente instituída pela Igreja em 1119, Hugues se uniu com mais alguns paladinos e andou pelas terras do Egito atrás de algum conhecimento cristão há muito tempo esquecido. Na verdade é que o mestre Hugues ao contrário do resto dos Cruzados era um homem altamente tolerante à outras culturas, fazendo-o um Universalista convicto e um homem muito além de sua época.
Dizem também que lá ele encontrou junto a algumas tribos, textos e pergaminhos da época de Nosso Senhor, no qual dizia coisas que ninguém soube ao explicar ao certo. Os egípcios guardaram esses escritos da destruição dos próprios cristãos, quando estes se dividiram em dois braços de uma Fé só.
O mestre Hugues tinha medo de uma represália da Santa Igreja quanto aos documentos que havia encontrado no Egito, então partiu pela Europa, unindo cavaleiros para a nova empreitada na Terra Santa, no qual a recente formada Ordem dos Pobres Cavaleiros de Jesus Cristo e do Templo de Salomão, no qual agora teriam sua morada na casa de Salomão para guardar seu Conhecimento do resto do mundo.
Os paladinos tinham grande interesse em conhecer bem o Templo de Salomão, e puseram-se a vasculhar cada canto da nova morada atrás de relíquias ou documentos que pudesse ser útil para a Ordem. A Igreja nunca soube o que ocorreu na Ordem até 1128, principalmente porque os monges guerreiros eram bons na arte de se esconderem e mantinham as tradições e segredos próprios, o que acabou cedendo um espaço para a curiosidade de alguns, tanto aliados como inimigos.
Dizem que mesmo aqui dentro, poucos tiveram acesso aos achados do mestre, mas somos limitados apenas a aceitar tudo que nos é passado de bom grado, já que nossa intenção aqui não é tratada de mera especulação, e sim na defesa da Terra Santa. Mas admito, cá entre nós, que uma gota de curiosidade acerta em cheio o coração não só meu como de todos os irmãos relativo a todos esses segredos que se escondem em nossa própria casa.
O Templo possui vários mistérios, mais até que nossa simples imaginação pode voar através do Infinito e mergulhar na imensidão do mar do Conhecimento. Se Deus realmente age de formas misteriosas, a nossa casa e nosso amado grão-mestre também."
Retirado do relato do cavaleiro Pierre d’Lorent sobre os mistérios da Ordem, sem data, provavelmente escrito entre 1129 e 1135.